Uma bola de neve começa pequena no topo da montanha. Conforme desce, acumula mais neve, fica maior e mais pesada — e quanto mais neve acumula, mais neve consegue acumular. É exatamente assim que os juros compostos funcionam.
O efeito em números
Para visualizar, vamos acompanhar R$ 1.000 investidos a 1% ao mês, sem aportes:
| Ano | Montante | Juros no ano | Juros acumulados |
|---|---|---|---|
| 1 | R$ 1.127 | R$ 127 | R$ 127 |
| 5 | R$ 1.817 | R$ 204 | R$ 817 |
| 10 | R$ 3.300 | R$ 371 | R$ 2.300 |
| 15 | R$ 5.996 | R$ 674 | R$ 4.996 |
| 20 | R$ 10.893 | R$ 1.225 | R$ 9.893 |
| 25 | R$ 19.788 | R$ 2.225 | R$ 18.788 |
| 30 | R$ 35.950 | R$ 4.042 | R$ 34.950 |
Perceba como os juros anuais crescem: de R$ 127 no primeiro ano para R$ 4.042 no ano 30. E o total de juros (R$ 34.950) é quase 35× maior que o investimento inicial.
A bola de neve com aportes
Agora, R$ 100 iniciais + R$ 100/mês a 1% a.m.:
| Ano | Montante | Juros no ano | Total Investido |
|---|---|---|---|
| 5 | R$ 8.249 | R$ 915 | R$ 6.100 |
| 10 | R$ 23.234 | R$ 2.566 | R$ 12.100 |
| 20 | R$ 98.925 | R$ 11.008 | R$ 24.100 |
| 30 | R$ 349.496 | R$ 38.890 | R$ 36.100 |
No ano 30, só os juros daquele ano (R$ 38.890) superam todo o dinheiro investido (R$ 36.100). A bola de neve já está gerando mais em um ano do que você investiu em 30.
Por que o efeito acelera?
No primeiro ano, os juros incidem sobre R$ 1.000. No ano 20, eles incidem sobre R$ 98.925. Quanto maior a base, maior o valor absoluto dos juros — mesmo com a mesma taxa percentual.
Analogia visual
Imagine dobrar uma folha de papel 50 vezes. Na primeira dobra, a espessura dobra de 0,1mm para 0,2mm. Parece pouco. Mas na 50ª dobra, a espessura seria maior que a distância da Terra ao Sol. É assim que funciona o crescimento exponencial.
Veja sua bola de neve crescer
Simule seus investimentos e veja o efeito dos juros compostos mês a mês.
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